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sábado, 17 de outubro de 2015

Vulnerabilidade diante das catástrofes

Tempestades, furacões, tornados, inundações, secas e terremotos atingem a humanidade todos os anos causando incontáveis prejuízos materiais e levando preciosas vidas humanas a morte. Ninguém que mora sobre a face da terra está livre dos desastres naturais. Essa semana pesadas chuvas caíram sobre o Rio Grande do Sul, deixando centenas de pessoas desabrigadas, tanto no interior quanto na região metropolitana. E na última quarta-feira, uma forte chuva de granizo se abateu sobre várias cidades, destruindo os telhados de muitas casas, inclusive da minha!

Foi uma noite terrível. Era cerca de 22:00 horas quando o céu foi tomado por relâmpagos que não paravam de cair nem por um minuto. Em seguida, pedras de gelo do tamanho de bolas de Ping-pong despencaram das nuvens abrindo buracos enormes nas telhas. Foi uma correria para salvar nossas coisas de valor da forte chuva que começou a cair dentro de casa e ainda precisamos varrer continuamente a água até as 3:00 horas da madrugada para evitar uma inundação maior. O pátio também ficou completamente alagado. Felizmente – exceto pelo telhado – os prejuízos foram mínimos pois conseguimos remover quase todos os objetos para outra parte da casa onde o teto é de concreto. Muitos, porém, perderam quase tudo. No outro dia foi grande o movimento de pessoas consertando o telhado e fazendo compras nas ferragens e madeireiras. Moro há 30 anos neste lugar e nunca tinha visto isso aqui.

Esse fato inédito me fez perceber o quanto nós, cidadãos comuns, estamos extremamente vulneráveis aos “castigos” da natureza e parte disso se deve a nossa própria cultura. É comum acharmos que nada vai acontecer conosco e por isso não temos o hábito de se precaver para enfrentar possíveis situações de risco. Quantos tem o costume de estocar alimentos e água em casa? Quantos tem reservas de combustível, pilhas e lanternas para o caso de um blackout prolongado? Quantos tem uma reserva financeira emergencial? Quem gasta tempo estudando rotas de fuga ou planejando meios de proteger a casa e a família de algum infortúnio? São poucos os que pensam nestas coisas. Mas são questões que deveriam ser consideradas seriamente, ainda mais por aqueles que não são ricos o bastante para simplesmente se mandar para outro lugar qualquer do país ou do mundo.

Até mesmo uma simples falta da água nos mostra o quanto estamos fragilizados e dependentes do Estado e dos órgãos públicos: A maioria das casas não tem reservatórios e ficam sem água potável em poucas horas. Os estoques dos mercados se esgotam rapidamente, então não se pode confiar neles. Para quem mora em apartamento é mais complicado, mas quem mora em uma casa pode investir em boas caixas d’agua ou em uma pequena cisterna para captar água da chuva. Isso pode suprir uma família por meses.


Outra coisa importante que deveríamos pensar é que esses desastres naturais podem causar violentos distúrbios urbanos (assaltos, saques, etc.) gerando um estado de sítio. O que seria de nós se tivéssemos que passar seis meses trancados em nossas casas? Não é caro, nem difícil fazer uma armazenagem adequada de grãos e outros alimentos não perecíveis, mas são poucos os que a fazem. Quem tem espaço, pode plantar pequenas árvores frutíferas, hortaliças ou vegetais, e não precisa ser um espaço muito grande. Ter uma ou mais armas também é importante para rechaçar uma eventual invasão. Não vai querer deixar sua mulher e seus filhos à mercê de bandidos, não é?

E se ficássemos sem energia elétrica? Tempestades como as que ocorreram essa semana aqui na minha região, podem deixar uma localidade sem luz por vários dias e isso já causa um prejuízo enorme. Mas algo ainda mais grave pode acontecer. Uma tempestade solar geomagnética causada por um buraco de massa coronal pode destruir satélites e inutilizar TODOS os equipamentos eletrônicos que usamos, levando a humanidade de volta ao estilo de vida do século XVIII. Isso já aconteceu em 1859, no início da era dos telégrafos e há relatos de postes que incendiaram ou soltaram faíscas com o brilho intenso vindo do céu. Na época as pessoas pouco sentiram os efeitos, mas agora a civilização é muito mais dependente da energia elétrica e dos meios de comunicação. E até podemos imaginar o caos em que o mundo mergulharia!

O que faríamos sem internet, telefone celular ou telefone fixo funcionando para uma comunicação imediata com as pessoas que amamos? Teremos combustível suficiente para buscar alguém em um ponto mais distante ou para enfrentar o frio e a escuridão das noites? Será que temos um plano para reunir a família em um local seguro? A maioria certamente nem pensa nisso.

O transtorno causado pela chuva de granizo foi pouco se comparado aos transtornos que podem ser causados pela tempestade solar ou por um terremoto. Por isso, acredito que vale a pena deixarmos de gastar nosso precioso dinheiro apenas em coisas fúteis. As coisas que mencionei como: um armazenamento de comida, uma reserva de água e combustível, a posse de uma arma, um plano de defesa e fuga da cidade e uma reserva de dinheiro podem ser vitais para a sua sobrevivência e a de sua família em um futuro incerto. E não é preciso ter muita grana. Um pequeno investimento, uma pequena ação a cada mês pode ser feita no sentido de obter um bom planejamento em caso de calamidade. Isso não é loucura, nem paranoia, é prudência. Melhor é ter tudo pronto e não precisar do que precisar e não ter nada.

Pense nisso!

Crédito da segunda foto: Leonardo Savaris

3 comentários:

Unknown disse...

Show se bola teu texto e pensamento;!!! É a mais pura verdade!!! Já tenho lista p começar minhas reservas...estas últimas pedras, com todo os seus prejuízos, deixaram bem claro....

Midiã Geieli Rodrigues disse...

Show se bola teu texto e pensamento;!!! É a mais pura verdade!!! Já tenho lista p começar minhas reservas...estas últimas pedras, com todo os seus prejuízos, deixaram bem claro....

Almir Albuquerque (Panorâmica Social) disse...

Saudações,
A Terra, e consequentemente nossas vidas, são muito mais vulneráveis do que gostamos de pensar.
Basta um evento de grandes proporções, como a queda de um meteoro, ou um raio solar para desestabilizar tudo aquilo que construímos.
Por isso o alerta é sempre importante: algum momento um desastre vai acontecer, e só resta saber quando e onde.
Grande abraço.

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