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terça-feira, 25 de abril de 2017

O evangelho de Cristo e o Rio Grande do Sul

A dificuldade de semear o evangelho e fazer com que o Reino de Deus cresça no Estado do Rio Grande do Sul é um fato bem conhecido das igrejas brasileiras. Alguns inclusive chamam a nossa terra (e especialmente a região metropolitana de Porto Alegre) de “cemitério de pastores”. Há inclusive casos de pastores que, não apenas fracassaram no ministério, mas chegaram ao ponto de apostatar da fé. Ou seja, se desviaram totalmente das verdades bíblicas! Apesar da triste realidade, tenho visto que esse assunto ainda é tabu entre as lideranças evangélicas do sul. Não sei, talvez por orgulho muitos pastores se recusam a aceitar esse fato, outros até admitem o problema, mas não se atrevem a ir mais fundo em busca de uma solução.

Não vejo o tradicionalismo gaúcho como um obstáculo em si mesmo, a questão não é meramente sociológica. No entanto, as raízes positivistas sob as quais o Estado se assenta influenciam negativamente nossa cultura e acabam por atrapalhar a difusão do evangelho por estas terras. Para quem não sabe, o positivismo é uma corrente filosófica de cunho ateísta que admite apenas o conhecimento científico como única forma de conhecimento verdadeiro, negando qualquer outra realidade empírica. Isso explicaria, em parte, a incredulidade e a resistência encontrada pelos evangelistas que proclamam o evangelho por aqui. Mas isso não é tudo...

A maçonaria também está fortemente presente em nossa história, como podemos ver até na simbologia da bandeira gaúcha. Aliás, o evento mais celebrado no Estado é a famosa guerra dos farrapos, conflito do período imperial que visava a separação do Rio Grande do Sul do resto do país. Os principais líderes deste conflito eram proeminentes maçons. Diferente do positivismo, a maçonaria possui um lado místico pouco conhecido da maioria das pessoas e, definitivamente, o “deus” venerado por essa sociedade não é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Então, tragicamente, a história mostra que nosso povo e nossos governantes sempre foram mais abertos às ideias incrédulas do positivismo e também – paradoxalmente – ao misticismo, em detrimento do evangelho. A prova disso é o grande número de casas de feitiçaria de matizes africanas. Dados do IBGE (2012) mostram que o Rio Grande do Sul tem proporcionalmente a maior concentração de adeptos da umbanda e do candomblé de todo o Brasil, superando até a Bahia. 


Ponderei que o problema não era apenas sociológico, porque na verdade a questão aqui é seriamente espiritual. Acredito que forças ocultas antigas pairam sobre esse Estado influenciando o governo, a sociedade e até mesmo a Igreja. O resultado deste conflito no mundo espiritual é sentido no mundo físico, como: Resistência ao evangelho, orgulho, soberba, fofoca e divisões dentro das igrejas, vaidade entre os pastores, disputas por liderança, etc. 

É claro que há exceções à regra... O evangelho também avança em alguns lugares e existem comunidades com um ensinamento consistente e com líderes equilibrados, mas eles são poucos em relação ao resto da nação. De forma que esse avanço é extremamente lento. OBS: A foto em preto e branco mostra meu avô, no início da década de 50, fazendo evangelismo entre os índios do interior do Estado. Um trabalho que, sem dúvidas, rendeu muitos frutos.

O que fazer?
Acredito que a única solução é um quebrantamento verdadeiro. Quando a Igreja se posicionar e parar de perder tempo com questões secundárias; quando a Igreja pedir perdão pelos próprios pecados e se arrepender da negligência e do orgulho; quando a Igreja mobilizar um grande movimento de oração e de reforma, então a realidade aqui no Sul vai começar a mudar. A transformação deve começar em nós mesmos, nas nossas famílias, nas nossas igrejas e por fim essa transformação atingirá toda a sociedade. Isso sim poderemos chamar de avivamento.

Oremos! Para que um dia os céus sobre o Rio Grande sejam abalados!


quarta-feira, 19 de abril de 2017

O desafio da Baleia Azul e o vazio existencial de uma geração

Há alguns anos atrás escrevi uma matéria para este blog falando a respeito do jogo das pulseiras coloridas, um modismo inventando sei lá onde para incentivar a promiscuidade entre os jovens. Achei um absurdo na época (e ainda acho!). No entanto, quando se trata de destruir a vida dos jovens, parece que sempre surge, do fundo do inferno, algo ainda pior. E o maior exemplo disso é o maldito “jogo” da Baleia Azul. Esse desafio surgiu em 2015 na Rússia, entre os adolescentes daquele país, e nada mais é do que uma espécie de pacto de suicídio que já levou a morte pelo menos três jovens russas.

O que está sendo chamado de “jogo” é na verdade uma troca de mensagens em grupos fechados do Facebook, Whatsapp ou outra rede social. Os administradores destes grupos postam grotescas tarefas que os participantes devem cumprir; coisas como: desenhar uma baleia com uma lâmina de barbear na pele, ficar acordado o dia inteiro e assistir filmes de terror de madrugada, andar no parapeito de algum edifício muito alto, ficar horas escutando músicas psicodélicas entre outras coisas. Ao todo são cinquenta tarefas, a última pede que o participante retire a própria vida. Infelizmente essa perigosa prática se espalhou pelo mundo e já causou vítimas aqui no Brasil.

Parece que as coisas estão saindo do controle, tanto que até a mídia tem dado atenção aos novos casos que estão surgindo. Youtubers famosos e outras pessoas na Internet estão alertando a todo momento sobre a ‘Baleia Azul’ e fazendo apelos para os pais redobrarem a atenção com os filhos. Essa situação tem causado perplexidade nas pessoas, muita gente se pergunta porque jovens, aparentemente tão promissores têm se deixado levar por essa “brincadeira” macabra. É óbvio que esses pobres adolescentes JÁ ESTÃO deprimidos e tem uma predisposição para o suicídio, além de serem facilmente convencidos a acreditar que não há mais volta depois de entrarem.

De quem é a culpa?
Quem deve ser responsabilizado por essas trágicas mortes? Essa é uma questão importante e ao mesmo tempo bastante complexa. Certamente os bandidos que conceberam esse desafio em suas mentes doentias são culpados, mas eles são apenas a ponta do iceberg. Devemos nos questionar como esses monstros encontraram, nas redes sociais, um ambiente com tanta gente vulnerável.

O fato é que vivemos em meio a uma geração egoísta. Cada dia mais as pessoas têm se fechado em suas bolhas virtuais, buscando autoafirmação e prazeres efêmeros. Isso se torna um vício. E a primeira consequência disso é o esfriamento das relações com a família e com os amigos reais. Como os relacionamentos gerados na Internet são quase sempre superficiais e apenas estimulados por interesses em comum, valores importantes deixam de serem transmitidos.

Os jovens deixam de ter compaixão e empatia pelo próximo, esquecem a importância da palavra COMUNHÃO e fatalmente desenvolvem dentro de si um profundo vazio existencial. Milhões de pessoas sofrem com esse vazio. Uma sensação de angústia, uma falta de esperança que leva a uma tristeza profunda e a depressão. Muitos concluem erroneamente que não há o que fazer e é neste momento que os pensamentos suicidas passam a ser atraentes. Posso afirmar, com certeza, que não se trata apenas de “frescura” de adolescente, depressão é um problema seríssimo que pode ceifar muitas vidas.

É duro dizer isso, mas sim, os pais têm uma parcela de culpa por deixar que a televisão e a internet “eduque” e divirta seus filhos. Essa omissão é perigosa para as crianças! Desde muito cedo os pais devem se ocupar em ensinar as crianças a respeitar e a ajudar o próximo. É papel dos pais ensinar os filhos o valor do trabalho honesto, do respeito aos mais velhos, da justiça e sobretudo do verdadeiro amor (que alguns acham que não existe). Ignorar esses preceitos milenares, cultivados por nossos avós e bisavós, será desastroso para as gerações futuras.

Mas a culpa não é só dos pais. Nosso governo progressista/socialista também tem responsabilidade por não permitir que os adolescentes trabalhem e tenham uma ocupação para aprenderem a ter responsabilidade e compromisso com a sociedade. Isso feito a maneira correta, de forma alguma “rouba” a infância... Há tempo para tudo! É preciso lembrar daquele velho ditado: “cabeça vazia é oficina do Diabo”. (OBS IMPORTANTE: Eu sei que a depressão pode ser de origem patológica, mas a parte psicológica não pode ser esquecida).

Enfim, se alguma medida não for tomada, em breve surgirão outras bizarrices e assim a humanidade, sem Deus, caminha lentamente em direção a destruição.

Quero deixar aqui um link do Portal G1 com cinco dicas para que os pais interajam melhor com os filhos e evitem o isolamento, já é um bom começo. Abaixo, para quem quiser saber mais, também deixo um vídeo que fala um pouco da origem deste desafio da Baleia Azul e outras ligações de casos que surgiram essa semana...


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