
Diversas organizações de defesa dos animais lamentaram o ocorrido, não apenas porque o leão era uma estrela do parque e atraia muitos turistas, mas também pela forma como foi morto: Uma flechada deixou-o agonizando por 40 horas até que foi encontrado pelos caçadores e abatido com um tiro. Em seguida, Cecil foi decapitado e teve a pele arrancada, sua carcaça foi deixada para apodrecer na savana.
Mas,
como era de se esperar, não faltou gente se manifestando a favor da covarde e
estúpida atividade denominada como “caça esportiva”, e os argumentos são os
mais ridículos possíveis. Alguns defensores do atirador ricaço afirmam que o
ser humano vale muito mais do que qualquer animal e acham que a mídia está
fazendo muito barulho em cima do caso. Como se uma coisa anulasse a outra.
É
óbvio que o valor de um ser humano é incalculável e exatamente por isso, não
podemos fechar os olhos para o massacre de milhares de cristãos no oriente
médio e na África por causa de sua fé, nem esquecer os milhões de bebês mortos em
clínicas de aborto ao redor do mundo (sugiro que deem uma lida sobre o tal "Planned Parenthood"). Não podemos ficar indiferentes às
populações pobres que morrem de FOME na Ásia e na África. Mas isso não quer
dizer que dá para ignorar a perversidade com que foi morto o coitado do Cecil.
Aliás, quem defende o bem-estar humano deveria é estar indignado com o valor
absurdo que o americano pagou pelo “prazer” de abater o leão. Essa quantia
ajudaria a melhorar a vida de muitas comunidades pobres no próprio Zimbábue, não
é? Há
também aqueles que lançam mão de um argumento pseudo-religioso: “O homem é a
coroa da criação divina e Deus nos deu a terra para que a dominássemos...” Esse pessoal tem um sério problema com hermenêutica, pois a palavra “domine”
não significa matar e poluir irresponsavelmente. Um erro grave de interpretação.

Seria muito legal se um dia a humanidade evoluísse a tal ponto que questões como essa não fossem nem mais discutidas. Mas, infelizmente parece que, a despeito do avanço tecnológico, caminhamos em direção ao caos e não a iluminação do entendimento. Então, continuarei defendendo o que é certo. Vou continuar contra o desarmamento civil; vou continuar chorando e protestando contra massacres de cristãos; permanecerei contrário a prática do aborto e nessa lista entra também o meu repúdio à caça esportiva. Há muitas causas boas para defendermos e mesmo que algumas sejam mais importantes e urgentes que outras, repito: Uma luta não anula a outra!
Por enquanto é isso pessoal, um abraço a todos.
O Koiote