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segunda-feira, 22 de junho de 2015

A lógica perversa dos pacifistas

Antes de mais nada preciso dizer que eu amo a paz; sempre torço para que as coisas se resolvam na base da diplomacia e do diálogo. Aliás, esse deve ser o desejo de qualquer pessoa normal. Quem, em sã consciência, prefere optar pelo caminho da violência e da guerra? Porém, é preciso que as pessoas entendam que existe uma diferença radical entre pacificadores e pacifistas.

Os pacificadores promovem a paz, vigiam e lutam pela manutenção da ordem e sempre tentam solucionar as coisas de maneira pacífica e ordeira. Pacificadores jamais devem ser confundidos com pessoas covardes, pois eles amam a justiça e não hesitam em defender o pobre, o oprimido, a viúva, o órfão e todos os injustiçados das mãos dos opressores. Eles não suportam a injustiça. O próprio Cristo disse que os pacificadores são pessoas bem-aventuradas (muito felizes) pois serão chamados filhos de Deus.

Pacifistas, supostamente, também odeiam a violência. Porém, se recusam a confrontar o opressor fazendo com que essa mesma violência que eles dizem abominar aumente ainda mais. Infelizmente essa gente está na moda. Vivemos em uma época triste, onde valores nobres como a coragem, a honra e a varonilidade são desvalorizados, ao passo que a covardia e o egoísmo são, muitas vezes, exaltados. E podemos ver o reflexo dessa mudança histórica de paradigmas quando vemos movimentos protestando contra a redução da maioridade penal e contra o porte legal de armas para o cidadão de bem. Entendo que o debate é necessário em um país democrático, mas o problema não é tão complexo como a maioria dos sociólogos, ativistas e políticos sugerem. A lógica é bem simples: Se você não pune e não oferece risco para os bandidos eles certamente avaliarão que o crime compensa; a violência vai aumentar e teremos uma sociedade com medo devido a sensação de impunidade.


O pacifismo militante na política é tão desgraçado que, além de não lutar contra a injustiça, deseja proibir que os outros o façam! Seus adeptos costumam proferir pomposos discursos vitimistas em defesa dos menores (e maiores) de idade assassinos e estupradores, ignorando o clamor popular por mais segurança. Também não querem, por exemplo, que o cidadão tenha porte de armas, mesmo sabendo que a ocorrência de crimes é bem menor em lugares onde o porte é liberado. As alegações a favor da proibição partem sempre da premissa de que as pessoas estão despreparadas para o uso de armas de fogo, ignorando propositalmente a existência de cursos de capacitação e exames psicológicos para isso. Desta forma, todos os que obedecem a lei estarão desarmados e nas mãos daqueles que não obedecem; os transgressores poderão assaltar e invadir casas e estabelecimentos com toda a segurança e com a certeza que não receberão qualquer tipo de retaliação. Para esses pseudo-intelectuais reagir é se tornar semelhante ao criminoso. É ou não é uma lógica perversa?!

Muitos são pacifistas por ignorância (ou se preferir, burrice), outros o são por interesses escusos. A quem interessa a impunidade? A quem interessa ver o povo indefeso e sem armas? Caro leitor, existe uma malícia muito grande por trás do lobby desarmamentista. A história mostra que os piores ditadores e genocidas do mundo sempre desarmaram suas respectivas populações antes de cometerem atrocidades. É bom aprendermos com esse fato, para não chorarmos lágrimas de sangue mais tarde.


Concluindo: Seja um pacificador, mas não caia na falácia moderninha dos pacifistas. Parta sempre da ideia que o ser humano é mau e, portanto, as armas podem ser necessárias para manter a ordem e evitar a barbárie (mas não confie muito no governo para essa tarefa de te proteger). Não vote em políticos que querem tirar o direito fundamental da autodefesa, nem nos que pregam abertamente a proteção aos criminosos; despreze instituições e ONG’s que desejam o mesmo. Pode parecer um paradoxo, mas somente combatendo e rejeitando a ideologia pacifista é que poderemos diminuir toda essa violência que tomou conta do país e tornar o Brasil um pouco mais seguro.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O antissemitismo asqueroso na UFSM



Semana passada começou a circular nas redes sociais um memorando emitido pelo pró-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Prof. Dr. José Fernando Schlosser, solicitando o “envio urgente de informações sobre a presença ou a perspectiva de discentes e/ou docentes israelenses” no programa de pós-graduação da universidade. O documento afirma ainda que essa demanda é uma solicitação da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm), Diretório Central de Estudantes (DCE), e de um certo Comitê Santa Mariense de Solidariedade ao Povo Palestino; porém não divulga qual o motivo deste estranho pedido. No final do texto há uma inscrição onde se lê “Freedom For Palestine... Boycott Israel”. Apesar de colada posteriormente, como afirma o próprio Pró-reitor, a mensagem não altera em nada o sentido do conteúdo divulgado no memorando.

Dita a notícia, vou me ater a comentar a gravidade do fato em si. O ofício pode não explicar o porquê destas organizações pedirem informações sobre a presença de israelenses na universidade, mas não é preciso ser muito inteligente para entender que o objetivo é boicotar e intimidar judeus e outras pessoas ligadas a Israel. Acredite, isso não tem muito a ver com solidariedade ao povo palestino (não vemos essa pretensa “bondade” sendo oferecida a outros povos pelo mundo... alguém deixa de comprar produtos chineses por solidariedade aos tibetanos?), o ódio a Israel também tem fortíssimas razões ideológicas. O viés esquerdista das universidades federais e de seus respectivos DCE’s é bem conhecido; reflexo não apenas do nosso atual governo, mas de anos de infiltração e doutrinação marxista que começou ainda na década de 60. Agora, consolidado o poder, vemos o lado mais tenebroso dessa influência dando frutos.

Israel é um pequeno país, cercado por todos os lados de inimigos maiores e mais poderosos. Não obstante as muitas guerras que teve de enfrentar, Israel é uma nação com alto grau de desenvolvimento, é a única democracia do Oriente Médio e possui tecnologia avançada em muitas áreas. As descobertas e projetos de seus cientistas são de grande valor para a humanidade e nossas entidades acadêmicas só tem a ganhar fazendo parcerias com as empresas israelenses. Porque então a esquerda brasileira (e mundial) odeia tanto Israel? A resposta é bem simples, esse pequeno Estado representa tudo o que os marxistas mais odeiam: Liberdade econômica, liberdade religiosa, liberdade de expressão, democracia, desenvolvimento econômico através da iniciativa privada, etc... Preferem apoiar o Hamas, um grupo terrorista que degola e fuzila gente de seu próprio povo em praça pública. Então, quem são mesmo os obscurantistas?

Só que com isso não se brinca, esse tipo de ação irresponsável fomenta ódio e desprezo contra um povo que, a menos de 75 anos atrás, quase foi aniquilado pelo repugnante regime nazista. No mês passado estive em uma palestra sobre o holocausto na universidade em que estudo e, na ocasião, três velhinhos judeus, sobreviventes dos campos de concentração, relataram mais uma vez os horrores da perseguição. Nenhuma pessoa decente vai querer ver aquele genocídio acontecendo novamente, mas, em um mundo maluco como este que vivemos, todo cuidado é pouco, é preciso vigiar. Não adianta estas organizações evocarem a causa palestina como maneira de se justificarem. O conflito árabe-israelense é milenar e bastante complexo de se entender. Gente ocidental, que não tem paciência nem disposição para estudar o problema, não deveria se engajar de forma leviana em nenhuma militância.

Como costumo demorar para escrever, é possível que outros capítulos do caso já tenham se desenrolado. Mas sei que, até o momento, nenhuma das siglas citadas no memorando reconheceu que errou, apenas tentam justificar o ato com argumentos patéticos e incoerentes. Sei também que o MEC, em nota, reprovou a atitude da UFSM e afirmou que a lei de acesso a informação não pode ser utilizada para violar direitos fundamentais do cidadão, nem deve empregada como instrumento para facultar a discriminação de qualquer tipo. Levando em conta o histórico recente do MEC, esse posicionamento já é alguma coisa boa.

Vou continuar acompanhando o desenrolar dessa história pelo blog do jornalista Políbio Braga, e pela página PLETZ. Mas, espero que as entidades judaicas brasileiras não descansem até que os envolvidos sejam punidos. Não importa se esse foi um caso de xenofobia, de racismo, de antissemitismo ou simples preconceito religioso, a atitude foi discriminatória e precisa ser respondida.

domingo, 31 de maio de 2015

O enigmático manuscrito de Voynich

Na coleção de obras raras da biblioteca de Beinecke, Ray Clements, da universidade de Yale, repousa um misterioso livrinho com cerca de 500 anos, conhecido como manuscrito de Voynich. O manuscrito apareceu em 1912 e teria sido comprado de um colégio jesuíta na Itália por um polaco naturalizado americano chamado Wilfrid M. Voynich. Trata-se de um livro pequeno, cerca de 16 cm de largura, 22 cm de altura e 4 cm de espessura, confeccionado em pele de vitelo, com 122 folhas, totalizando 204 páginas e cerca de 35 mil palavras, a julgar pelos espaços. Mas é o conteúdo do manuscrito que têm quebrado a cabeça de muitos criptógrafos, linguistas, filólogos e outros especialistas.

O livro foi escrito em um idioma totalmente desconhecido e está repleto de ilustrações que vão desde plantas que parecem vir de outro planeta até símbolos supostamente relacionados a astrologia. Outra coisa que chama atenção é uma intrigante sequência de mulheres nuas com cabeças grandes, bochechas coradas e visivelmente grávidas; algumas estão mergulhadas até os joelhos em bizarros vasos interligados cheios de uma substância líquida escura de difícil identificação. Há também desenhos de esferas que lembram os tradicionais cortes de uma célula mostrando o citoplasma que vemos nos livros de biologia da escola e mais mulheres nuas tomando banho em grandes piscinas. O livro foi dividido em cinco seções, a saber: 1) Botânica; 2) Astronomia ou astrologia (não se sabe); 3) Biológica; 4) Farmacológica/medicinal; 5) A quinta seção não aparece imagem nenhuma, apenas os textos codificados e com marcações que parecem indicar alguma espécie de índice de itens. Tudo até agora absolutamente indecifrável. E uma curiosidade: Os caracteres desenhados lembram bastante a escrita élfica dos contos do escritor inglês J.R.R Tolkien, autor do livro “Senhor dos Anéis”.

Mulheres em uma piscina regada
por um dispositivo desconhecido.
Existem várias teorias que tentam explicar o que seria o tal manuscrito e quem seria seu autor. Alguns dizem que se trata de um livro de medicina, com uma série de receitas de ervas e banhos medicinais. Neste caso, ainda teria que ser explicado o porquê de o livro estar codificado. Estariam essas páginas escondendo alguma informação valiosíssima que precisou ser criptografada para não cair em mãos erradas? Seria um tratado de temas esotéricos escondido para escapar da inquisição? Já levantaram a ideia até de uma suposta linguagem alienígena... Uma das teorias mais aceitas, no entanto, é que se trata de uma mera fraude e os falsários seriam o astrólogo Edward Kelley e o filósofo John Dee para enganar Rodolpho II, imperador do Sacro Império Romano, já que livros raros e “misteriosos” eram (e ainda são) muito valiosos em termos financeiros. A ideia da fraude também ganhou força porque nem mesmo os maiores decifradores britânicos, nem os especialistas da marinha americana, responsáveis por decifrar TODOS os casos apresentados até então, conseguiram revelar o conteúdo do livro. Também pesa a favor da falsificação o fato de Wilfrid M. Voynich ser a única fonte original de informações sobre a real origem do manuscrito.

Apesar disso, a teoria da fraude não é definitiva, pois a datação por carbono 14 afirmou com 95% de certeza a data do manuscrito entre 1404 e 1438, ou seja, ele realmente é um documento muito antigo. Os testes realizados na tinta usada também dataram da mesma época. Isso quer dizer que, mesmo que seja um embuste, ele não foi forjado pelo próprio Voynich. Muitos pesquisadores continuam a tentar decifrar o misterioso código. Para quem quiser se dar o trabalho de tentar, o manuscrito está disponível para consulta na internet, em formato PDF através desde LINK. Boa sorte aos pretensos detetives e criptógrafos!


O código Voynich já foi mencionado inclusive na literatura algumas vezes, como no romance de terror ‘Codex’ de Roberto Salvidio (2008); no romance ‘O manuscrito de Deus’ de Michael Cordy, onde nele se revela um mapa com instruções para encontrar o jardim do Éden; no livro ‘A história errada’ de Erich Von Daniken, autor da célebre obra ‘Eram os deuses astronautas? ’ E mais recentemente no livro ‘O símbolo perdido’ de Dan Brown. Para quem curte, vale a pena dar uma pesquisada.

Documentário do History Channel sobre o Manuscrito Voynich:


sábado, 30 de maio de 2015

Desenhos da minha mãe


Coloquei os desenhos abaixo no meu Facebook e como várias pessoas gostaram resolvi compartilhar aqui no meu blog também. Essas obras de arte abstratas possuem traços de cubismo e são feitas com caneta esferográfica simples pela minha mãe em seu tempo de folga. Herdei dela o gosto pela arte e pela música clássica, mas jamais tive paciência de fazer esses desenhos tão elaborados e quase “psicodélicos”. Apesar de gostar mais das pinturas clássicas reconheço que nem tudo na arte contemporânea é ruim.



 







 


Vou dar uma tela e um conjunto de tinta óleo pra ver o que ela consegue fazer... heheh.

sábado, 2 de maio de 2015

Mc Brinquedo, Mc Melody e a expansão do lixo cultural

Escrever um artigo só para falar que o estilo de funk brasileiro conhecido como “proibidão” é um lixo, seria como chover no molhado; qualquer pessoa com o mínimo de bom senso sabe disso. Mas, parece que aquela mania nacional de dizer que o feio é bonito não conhece limites.
Não bastava a pobreza musical (técnica) inerente a este gênero; não bastava as letras machistas e nojentas que reduzem a mulher a um mero objeto de consumo masculino, além de fazerem apologia ao uso de drogas e a violência. Agora temos tudo isso multiplicado e cantado por crianças!

Há alguns anos, eu ingenuamente cheguei a pensar que nada pior que o grupo ‘Os havaianos’ poderia surgir, mas eu estava errado. Recentemente, uma onda de crianças surgiu na internet proferindo todo tipo de palavrões e promiscuidades em videoclipes gravados por produtoras profissionais. Esses funkeiros-mirins, na faixa dos 12 ou 13 anos, não estão apenas no Youtube, alguns inclusive marcam presença em bailes funk, ambientes proibidos para menores de idade (pelo menos na teoria). Não há dúvida que esse comportamento causa um impacto bastante negativo no desenvolvimento desses jovens. Mas, pais espertalhões como o da menina conhecida como Mc Melody, de apenas 8 anos, não tem o menor escrúpulo em expor a filha para uma plateia de marmanjos em troca de fama e dinheiro. O imbecil ainda se fez de coitadinho ao dizer que está sendo vítima de “preconceito contra o funk” e defendeu sua postura; mas voltou atrás após ver a reação indignada de milhares de internautas e a abertura de inquérito por parte do Ministério Público. Por pouco não perdeu a guarda da filha sob suspeita de “violação ao direito, ao respeito e à dignidade de crianças/adolescentes”. Essas alegações deveriam servir para indiciar também os pais dos meninos Mc Pedrinho, Mc Brinquedo e Mc Pikachu entre outros, bem como os responsáveis pelas produtoras. Aliás, nota-se inclusive um certo sexismo quando vemos que muitos se indignaram ao ver uma menininha sendo exposta a estes ambientes, mas se calam quando o mesmo ocorre com os meninos. Não se trata de uma guerra dos sexos, TODOS são crianças e não deveriam estar sendo expostos desta maneira.


Tratemos agora de outra questão: O que eles estão cantando está muito longe de ser cultura, é puro lixo.
Neste momento, sempre vai existir aqueles que dizem “Ah... mas funk é cultura, tu só diz isso porque não gosta do ritmo, blá blá blá...”. Não meus caros, funk não é cultura pelo simples motivo de que esse subproduto musical não acrescenta nada, nada mesmo de bom para a sociedade. É apenas um ritmo primitivo (um neandertal faria melhor) recheado com letras simplórias, que incentivam uma sexualidade prematura, o uso das drogas e a exaltação da violência. Na verdade, como sou músico amador, tenho até dificuldade de classificar essa manifestação sonora de “música”, pois harmonia e melodia são elementos desconexos ou praticamente inexistentes neste estilo. Não tem nada a ver com elitismo, não precisa ser erudito ou professor para perceber a baixa qualidade artística destas produções.

Fico indignado mesmo com o rumo que a cultura no Brasil está tomando, pois sei que podemos fazer melhor. O Brasil é um país lindo, pujante e cheio de culturas regionais riquíssimas. Esse solo já produziu gênios da música clássica como Heitor Villa Lobos e Carlos Gomes, também já produziu gênios de música mais popular como Tom Jobim, Pixinguinha e Raul Seixas entre tantos outros. Da nossa cultura musical saiu a bossa-nova e o samba, gêneros mundialmente apreciados. Isso sem falar da música regional gauchesca, nordestina e dos exóticos ritmos do norte do país. Em outras palavras, temos potencial para produzir alta cultura na música! Coisas que não serão esquecidas e nem substituídas pelo próximo sucesso.

Esse empobrecimento cultural está sendo financeiramente incentivado pelo governo? Com que interesse? Bom, não vou nem entrar nessa questão. Mas há indícios claros que o consumo deste lixo cultural afeta as estruturas mentais dos ouvintes causando alienação (não estou brincando!). Espero que algum dia, alguma alma acadêmica caridosa faça um estudo mais profundo sobre isso. 

Como disse no início do artigo, o brasileiro tem a péssima mania de dizer que o bonito é feio e o feio é bonito. Por exemplo: Ser honesto é ser trouxa; ser virgem é motivo de vergonha; favelas são bonitinhas; gostar de música clássica é ser esnobe; em alguns casos até mesmo os jovens que gostam de estudar acabam sendo hostilizados. Ou seja, uma legítima inversão de valores. Tudo isso é fruto da praga do politicamente correto da qual falarei em outra oportunidade.

Por enquanto, fica a dica para o leitor: Não se deixe levar por essa onda de funkeiros mirins, não contribua para destruir ainda mais nossa cultura, tão atacada nos últimos 50 anos, nem para o holocausto da infância de muitos jovens. Procure entretenimentos saudáveis e de qualidade. Acredite, eles ainda existem.

No vídeo abaixo, apenas um exemplo de como a bossa nova (ritmo nascido no Brasil) é mundialmente reconhecido e apreciado...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Análise do filme "O Jornal"



O filme “O Jornal” é uma comédia norte-americana produzida em 1994 e dirigida por Ron Howard, que retrata o dia a dia de um jornal nova-iorquino chamado The New York Sun. O protagonista da história é Henry Hackett, um dedicado jornalista casado com Martha, uma mulher que exerce a mesma profissão, mas que está temporariamente afastada devido a gestação. Entre vários temas, o enredo se desenvolve especialmente em torno da preocupação de Henry em saber se dois jovens negros, acusados do assassinato de dois homens brancos, eram realmente culpados ou inocentes.

Apesar de simples (leia-se de baixo orçamento), o filme consegue descrever de forma bastante satisfatória a rotina e a agitação de um jornal de média/alta tiragem. Mais satisfatória ainda é a forma como “O Jornal” aborda as questões de ética no jornalismo e a maneira como os profissionais lidam quando conflitos pessoais e familiares entram em atrito com um trabalho que exige tanta dedicação e correria.

Henry Hackett, o personagem principal, me deixa meio confuso. Ele parece ser um profissional muito ético e empenhado em mostrar sempre a verdade. Em certa cena, Alicia Clark, uma das diretoras do jornal, quer publicar a notícia que dava a entender que os dois jovens negros eram mesmo culpados e caso não fossem o jornal publicaria a verdade posteriormente; Henry se opôs a ela ao afirmar que a notícia publicada incorretamente poderia arruinar para sempre a vida dos jovens. Isso demonstra não apenas compromisso com a verdade, mas a consciência do poder construtivo ou destrutivo da mídia e a necessidade de saber usá-lo com sabedoria e responsabilidade. Porém, o mesmo Henry que se posicionou de forma tão ética neste caso, age com extrema falta de ética ao roubar uma notícia da mesa do diretor-chefe do jornal concorrente durante uma entrevista. Pense na seguinte situação: O diretor de um jornal de prestígio na cidade te faz uma ótima proposta de emprego, algo que poderia mudar para melhor sua carreira e sua vida financeira, a proposta é feita porque esse diretor acredita no seu trabalho e no seu profissionalismo e o que você faz? Rouba da mesa dele um furo de notícia; e o faz enquanto ele se distrai procurando um livro para te emprestar (nunca um entrevistador me fez a gentileza de emprestar um livro). O “instinto jornalístico” não pode ser usado como desculpa para um profissional agir desta forma! Isso se chama trapaça, ingratidão, falta de ética. E para completar a péssima atitude, ao ser desmascarado trata de forma grosseira o homem que queria lhe dar uma oportunidade de emprego melhor.

Outra questão muito interessante levantada no filme é a relação do protagonista com sua esposa. Sem dúvida ele a amava, mas a agitação normal do trabalho somada ao fato de Martha estar grávida e requerendo mais atenção trouxe um certo desgaste ao relacionamento. Em certo momento ela chega a dizer que “não esperava ficar sozinha” quando engravidasse; em outra cena foi preciso que um colega desse um tiro de revolver para baixo a fim de chamar a atenção de todos e para fazê-lo parar e conversar com ela.
Certamente é louvável a dedicação que Henry tinha ao trabalho, mas essa dedicação chegou a um nível que eu consideraria perigoso, tanto para o seu relacionamento quanto para a própria saúde da sua mulher e do bebê. Martha estava quase no fim da gestação e necessitava de um pouco mais de atenção do marido e ele falha com ela de duas formas. Primeiro, sua negligência às reivindicações dela, pode ter provocado uma enorme carga de stress num momento em que, devido a produções hormonais, a mulher está muito mais sensível e emotiva; não seria essa a causa de hemorragia que Martha teve antes de dar à luz? Quem sairia perdendo se ela e o bebê morressem durante o trabalho de parto, ou se ela perdesse o bebê e por causa disto resolvesse se divorciar dele? Pelo menos na minha opinião, a família é o bem mais precioso, emprego a gente sempre consegue outro. E por falar em emprego, aí está a segunda falha de Henry, pois desprezou irresponsavelmente um emprego que daria muito mais conforto a sua família. Isso sem mencionar o fato de que ele trabalhava em um jornal sensacionalista que estava em crise e onde os principais diretores tinham sérios problemas pessoais. Bernie, o diretor do The New York Sun sofria de câncer de próstata e tinha problemas de relacionamento com a filha, a história insinua que ele tem pouco tempo de vida. Alicia Clark, a outra diretora também é uma mulher problemática e enfrenta uma crise financeira. Esses problemas afetam a relação deles com o trabalho.

Mas, como todo bom filme americano, tudo acaba bem no final. Alicia Clark resgata seus valores éticos e o compromisso com a notícia verdadeira. Após o susto, Martha e seu bebê se salvam; e na manhã seguinte ela fica feliz com o êxito do marido em publicar a manchete de forma correta e os jovens negros acusados injustamente são soltos.

Apesar dos clichês costumeiros das produções de comédia, o filme ‘O Jornal’ nos dá uma boa ideia da profissão de jornalista e dos desafios e dilemas que esse profissional enfrenta no seu dia a dia. O enredo foi escrito de tal forma que a história não se torna enfadonha, pelo contrário e empolgante e bem-humorada. Recomendável. 

                                             
(Obs: Inicialmente, fiz essa resenha como parte de um trabalho do curso de jornalismo que faço na Unisinos, estou compartilhando porque pode ser útil, como modelo, para outros estudantes. E também porque o filme é bom).                                                                                                                                                 


sábado, 25 de abril de 2015

OVNI é avistado junto ao vulcão Calbuco no Chile

Um fenômeno não identificado até agora ocorreu próximo a cratera do vulcão Calbuco, que entrou em erupção essa semana no Chile. Centenas (talvez milhares) de pessoas observavam a gigantesca coluna de cinzas expelida pelo Calbuco das profundezas do planeta, alguns filmavam as descargas elétricas ao redor do vulcão quando um objeto voador brilhante apareceu junto a espessa nuvem venenosa.
O Ovni emitia um brilho intenso e permaneceu parado. Não haviam luzes de navegação, o que descarta a possibilidade de ser um helicóptero ou um drone. Após algum tempo o misterioso ponto luminoso desapareceu completamente.

As cinzas levantadas pelo vulcão chileno atravessou a Argentina, Uruguai e chegou fracamente ao Brasil pelo sul do Rio Grande do Sul. Segundo a Metroclima, a nuvem vulcânica já chegou a Porto Alegre ontem a noite (24) e paira em grande altitude; mas não deve causar transtornos aos vôos na capital gaúcha.


Veja vídeos do OVNI:

Compilação de vários registros do fenômeno:




FONTES:

Jornal Correio do Estado

Band notícias UOL


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