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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Um governo sob a égide da mentira

Óbvio que eu não poderia deixar de comentar alguma coisa sobre a histórica votação na Câmara que decidiu, no último domingo, 17, abrir o processo de impedimento da presidente Dilma Roussef. Seja por consciência ou por mero interesse político, parece que finalmente os congressistas brasileiros ouviram o clamor das ruas.

Desde março de 2015, brasileiros, gente de bem, de todas as idades e classes sociais, têm tomado as ruas de todo o Brasil em megamanifestações exigindo o afastamento da presidente. Durante toda a campanha eleitoral de 2014, essa mulher mentiu descaradamente sobre a real situação financeira do Brasil e realizou terrorismo psicológico contra as pessoas mais simples, afirmando que seus adversários cortariam os programas sociais do governo. Dilma “venceu” as eleições sob forte suspeita de fraude nas urnas da empresa venezuelana Startmatic. Aliás... Em 29 de outubro de 2006, o The New York Times, chegou a divulgar que os EUA investigavam a interferência do governo de Hugo Chaves em vários países através de um suposto golpe eletrônico nas urnas e o centro de tudo era a empresa Smartmatic. A mesma que prestou serviços nas eleições presidenciais de 2014 no Brasil, coincidência?!

Pois bem, apesar de Dilma Roussef ter prometido “um mundo e um fundo” nas eleições, bastou apenas ser empossada para que iniciasse uma longa série de medidas impopulares, como cortes na educação, corte em programas sociais, aumento de impostos, redução de direitos trabalhistas, etc. O resultado imediato disso foi sua queda vertiginosa em todas as pesquisas de popularidade, chegando a ridículos 7,7% de aprovação em julho de 2015, segundo o instituto MDA.

Temos no momento uma realidade dura. Milhões de desempregados gemem de angústia nas filas de emprego, endividados e com o futuro incerto. Milhares de pequenas empresas e industrias fecharam as portas nos últimos meses, aumentando ainda mais o número de trabalhadores que não terão como sustentar suas famílias. A dignidade de muitos foi colocada na lata de lixo. Enquanto o país afunda, a presidente e sua equipe econômica cometem uma trapalhada após a outra, sem deixar sequer uma sombra de esperança para a sociedade e para o empresariado. Na verdade, ela está mais preocupada em manter o projeto bolivariano do Foro de São Paulo em pé do que tomar medidas concretas para superar a crise; basta lembrar que essa corja que governa o país é admiradora de Marilena Chauí, a “filosofa” da USP que afirmou odiar a classe média.

Ironicamente, ao realizar as famosas pedaladas fiscais, foi a própria incompetência de Dilma Roussef que abriu a brecha necessária para que a justiça pudesse ser feita em nome do povo brasileiro. A irresponsabilidade fiscal do governo não ficará impune. Mas também não ficarão impunes a arrogância e a prepotência de um partido que se achava dono da nação, que achava ter o direito de pilhar à vontade os contribuintes, um partido de ideologia marxista, simpatizante de ditaduras sangrentas ao redor do mundo e que chegou a ter a ousadia de pensar que já tinha subjugado a todos. Ainda não PT! Estamos em perigo, mas há um grupo, que mesmo sendo pequeno defende com paixão a liberdade no Brasil.

E por falar nisto, não podemos esquecer que o viés totalitário desse partido é latente. Só em 2013 eles tentaram: Fechar o Ministério público, acabar com o STF, censurar a mídia entre outras coisas. Uma legenda que diz defender a democracia faria esse tipo de proposta?! Acredito que nem em sonho. Meus caros leitores, o que acham que aconteceria se esse governo, que subiu ao poder, sob a égide da mentira, recuperasse a força que tinha nos primeiros anos do mandato de Lula? Não demoraria muito tempo para que caíssemos num inferno socialista pior que o da Venezuela. Mas, se Deus quiser, isso não vai acontecer!

Essa é a razão pela qual não podemos desistir do Brasil. Parabéns A TODOS os brasileiros que vestiram o verde e amarelo de nossa bandeira e foram às ruas mostrar sua indignação, todos vocês estão fazendo história. Mas a luta ainda não acabou. A corrupção no Brasil ainda é tragicamente endêmica, boa parte da mídia é chapa branca, o sistema de ensino aparelhado permanece doutrinando e pervertendo nossos jovens e a ameaça de uma intervenção estrangeira bolivariana ainda é uma realidade. Então permaneceremos firmes e vigilantes até quando for preciso. A vitória de domingo merece ser comemorada, mas a estrada para um país melhor ainda é longa.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Momentos de solitude

Apesar de ser uma pessoa reservada, não sou nenhum antissocial. É muito legal estar com amigos, colegas, participar de eventos e conhecer gente nova. No entanto, existem momentos em que a nossa alma pede um pouco de sossego; não sei se acontece com todos, talvez não, mas acontece comigo. As vezes tenho vontade de chutar tudo para o alto por um tempo e ficar sozinho, no meio de uma charneca inglesa, no alto de uma montanha ou em alguma praia deserta, apenas higienizando minha mente da agitação urbana.

Isso não significa que eu goste de solidão. Na verdade, algumas pessoas confundem solidão com solitude, mas são duas coisas completamente diferentes, apesar de alguns dicionários classificarem como sinônimos. O sentimento de solidão é danoso e traz sofrimento, o indivíduo deseja muito uma companhia que não tem e se sente sozinho mesmo quando está cercado de amigos (sejam eles falsos ou não). É uma situação perigosa que pode facilmente levar alguém a depressão e até mesmo ao suicídio.

Bem diferente disso, a solitude é uma necessidade de isolamento voluntário e temporário para buscar momentos de paz e tranquilidade. Esse desejo de “estar só” ocorre especialmente quando paramos para pensar em como o ser humano pode ser cruel, como gostamos de confusão! No meio secular as pessoas brigam por dinheiro, política, times de futebol, ideologias e um monte de outras coisas. Na igreja as pessoas brigam por doutrinas, cargos e autoridade.  Tudo isso, como já dizia o sábio rei Salomão, é correr atrás do vento.

Essa agitação causada pela nossa insaciável busca pelo prazer sempre existiu e a coisa só piorou com o advento do pós-modernismo que tem deixado as pessoas cada vez mais egoístas e impacientes. Então, é de fato compreensivo o porquê de certos indivíduos preferirem largar tudo para ter uma vida simples, isolado em um mosteiro, apenas buscando um contato maior com Deus. Porém, se isolar permanentemente acaba se tornando uma atitude igualmente egoísta, pois é aqui fora, neste mundo caótico, que muitas pessoas estão sofrendo, estão perdidas e precisando de nossa ajuda.

Então, já que nem sempre temos dinheiro para viajar para longe e “sumir no mundo”, e ir para o isolamento de um mosteiro não é uma atitude muito viável, o que podemos fazer para não sermos corroídos pelo stress causado por uma sociedade cada vez mais decadente?

Como diz aquela antiga canção, é possível achar “paz em meio a tempestade”, tomando atitudes bem simples: Um passeio em algum parque arborizado; uma parada para contemplar o pôr-do-sol no final de uma tarde de verão; e mesmo em casa, podemos colocar o fone de ouvido e nos desligar por alguns instantes do mundo a nossa volta escutando músicas relaxantes, e claro, aquele momento de oração quando estamos a sós com o Criador do universo. Todas essas coisas são ferramentas valiosas na guerra contra o stress e a depressão, pois aprendemos a ser gratos pela vida, gratos por poder respirar e sentir o calor do sol no rosto, gratos pelo cheiro da chuva se misturando a terra e pelo alimento que esta produz. Deus ama nossa gratidão!

Muitos não sabem, mas experimentamos, inclusive, momentos únicos de felicidade quase inexplicável. Não é o prazer de estar sozinho em si, mas a reflexão que fazemos durante esse tempo, quase sempre nos torna um pouco mais sábios, compreensivos, esperançosos e seguros. Melhoramos até nossos relacionamentos! É como se estivéssemos construindo uma casa sobre a rocha sólida, não será qualquer vento que vai derrubar.

Aprenda a valorizar e buscar esses raros momentos de solitude, seja viajando, passeando ou em casa. Mesmo aqueles que não estão acostumados a isso, vale a pena experimentar. Pois o que não está valendo é ter nossa vida destruída pela influência deste mundo agitado e perverso. 


Ilustrações:
DVD "Walking in the air" da cantora irlandesa Chloe Agnew.


sexta-feira, 25 de março de 2016

A era dos vícios e a fuga da realidade

No sentido ético e intelectual (não biológico) podemos dizer que a humanidade está evoluindo? Essa pergunta vem seguidamente na cabeça de muitos pensadores modernos e à primeira vista parece até fácil de ser respondida, especialmente quando observamos todo avanço científico dos últimos cem anos: Aviões; carros; foguetes; satélites, vacinas; televisão; computadores; celulares; energia nuclear; internet; etc.... A lista é longa! 
O conhecimento humano dobrou várias vezes no último século e isso tem nos proporcionado uma vida bem mais confortável que a de nossos antepassados. Essa realidade se torna mais evidente para quem teve a sorte de nascer em um país capitalista do ocidente. Diante destes fatos quase somos levados a acreditar que a humanidade está mesmo evoluindo a passos gigantescos. Mas basta uma olhada mais profunda na situação para ver que os prejuízos inerentes à pós-modernidade são maiores que as meras conveniências materiais que alcançamos.

Dentre as mazelas contemporâneas quero falar especialmente sobre os vícios... algumas pessoas acham que esse mal se resume apenas às drogas, mas isso é um engano. Muitos são viciados em bebidas, outros são viciados em pornografia, outros em futebol e há aqueles que se viciaram em jogos de azar e jogos de vídeo game. Parte considerável da sociedade se utiliza desses meios, não para o lazer, mas para obter uma espécie de fuga da realidade.

Não me entendam mal, não estou me referindo aos momentos de descontração tão necessários para evitar o stress e a degradação do corpo e da mente. Estou me referindo a hábitos que tomam quase todo o nosso dinheiro e nosso tempo livre (e não livre) nos impedindo de fazer o bem aos outros e prejudicando nosso próprio crescimento cognitivo e nossa produtividade. O exemplo mais clássico é o viciado em entorpecentes, mas outras práticas são igualmente alienantes: Homens que só falam em futebol e são capazes de ficar horas a fio assistindo campeonatos e negligenciando a família; jovens que perdem dias e noites com jogos de vídeo game se isolando socialmente; homens, muitos deles casados, que não podem passar um dia sequer sem assistir pornografia e assim por diante... Não são coisas necessariamente ilícitas, mas não acrescentam uma gota de conhecimento ou bondade à vida do indivíduo; só o torna cada vez mais egoísta em sua busca por uma felicidade artificial. 
Entendam, vício é prisão... sempre!

E o que vemos hoje é essa onda de vícios ser estimulada. A própria razão e as virtudes humanas perdem gradativamente espaço para as emoções e as experiências. Soma-se a isto, o declínio sistemático da educação e o resultado tem sido uma descomunal imbecilização coletiva. O negócio é tão sério que as vezes precisamos gastar tempo defendendo coisas óbvias. Esse problema não acontece só no Brasil, ocorre também nos Estados Unidos e no velho mundo, ou seja, em todo o mundo ocidental. É claro que não excluo a África e os países asiáticos, este é um problema de toda a civilização.

Diante disso, parece que apenas uma pequena parcela “iluminada” da humanidade tem levado o progresso científico do mundo nas costas. O resto, que usufrui das tecnologias, se torna cada vez mais distante da realidade em sua busca desenfreada por satisfação. Não é difícil perceber que a cada dia que passa as pessoas estão cada vez mais arrogantes, egoístas e cruéis. Esse é um processo que tem se acelerado nos últimos anos e não sei onde nos levará, mas se continuar assim certamente não acabará bem. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O movimento da Terra plana

As redes sociais sempre foram um terreno fértil para o surgimento e viralização de todo tipo de teorias exóticas. No entanto, a ideia que tem sido amplamente divulgada ultimamente e bem mais antiga do que a internet. Trata-se da velha teoria da Terra plana.

Segundo os entusiastas desta ideia, a Terra não teria o formato esférico que conhecemos, mas plano como uma pizza e estaria coberta por uma gigantesca cúpula atmosférica que chamamos de firmamento ou simplesmente de céu. Ainda segundo essa teoria, não é a terra que gira em volta do sol, e sim o sol que gira em cima do planeta (plano) criando assim os dias e as noites. Esse “sol” não seria uma estrela com centenas de vezes o tamanho da Terra e sim uma esfera luminosa bem menor e muito mais próxima do que se imagina. O centro do planeta seria o polo norte e as bordas seriam o que chamamos de polo sul ou Antártida.

Para os teóricos da Terra plana, todas as fotos e imagens de vídeo que mostram nosso planeta com o formato redondo não passam de montagens gráficas muito bem-feitas por profissionais especializados para enganar o grande público mundial. Basta uma rápida pesquisa no Google para ver que existem dezenas, talvez até centenas de vídeos e páginas tratando do assunto, tanto em português quanto em língua inglesa. Confesso que fiquei surpreso com tamanho interesse por um assunto que, imaginava eu, estava superado. Mas.... Qual seria o objetivo de esconder essa suposta verdade? Mudaria alguma coisa na vida das pessoas? É verdade, porém que a Antártida é fortemente vigiada por militares de várias nações e isso deixa alguns com a pulga atrás da orelha.

O curioso é que os terra-planistas, como são chamados, parecem ter boas explicações para sustentar essa ideia tão estranha e refutar a esfericidade do planeta. Por exemplo, afirmam que a circunavegação é na verdade só um caminho plano circular; a sombra redonda que a Terra projeta na lua durante um eclipse também pode ser causada por um disco e até a gravidade como a conhecemos simplesmente não existe, esse disco da terra estaria “subindo” a velocidade de 9,8 m/s causando o efeito de atração dos objetos para baixo. Certos vídeos mostram até uma foto intrigante onde aparecem nuvens atrás do sol. E isso para citar apenas alguns desses argumentos!

Mas, a bem da verdade, não se sabe se a chamada “Sociedade da Terra Plana” é um movimento sério, que acredita mesmo no que estão divulgando ou se estão apenas de sacanagem com as pessoas, “trolando” por assim dizer. Se bem que essa sociedade é mais antiga do que a Internet e remonta ao ano de 1956, vou deixar um link no final do texto para quem quiser se informar melhor sobre essa organização.

Acredito que exista evidências mais do que suficientes para crer que a Terra é redonda. Como explicar os verões e os invernos sem o conhecimento que já possuímos sobre o movimento de translação e a inclinação do planeta? E quanto aos grandes navios que somem no horizonte começando pela parte de baixo? Na verdade, a curvatura da Terra pode ser comprovada até por cálculos matemáticos e outras observações confiáveis.

Enfim, o assunto é no mínimo interessante. Convenhamos, geralmente a correria do cotidiano não nos permite pararmos e pensar um pouco sobre o mundo a nossa volta e sobre a realidade.

Vou deixar alguns vídeos abaixo para quem se interessar em pesquisar mais sobre o assunto...



Sobre a Antártida...

Canal Saindo da Matrix...


Refutação do canal "Primata Falante"




Para saber mais acesse também...
Megacurioso - Sociedade da Terra plana

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

UMA NAÇÃO SOB JUÍZO

Recebi o texto abaixo por whatsapp, e segundo a informação anexada, esse discurso teria sido lido na íntegra pelo pastor Márcio Valadão, da igreja Batista da Lagoinha, no culto de domingo pela manhã. Não tenho mais detalhes, mas o texto é realmente impactante... 
Precisamos fazer algo!

UMA NAÇÃO SOB JUÍZO...

Nós estamos, claramente, passando por um tempo de juízo no Brasil. A derrocada da nossa economia, a violência crescente, as catástrofes naturais sem precedentes, as pragas manifestadas por epidemias e doenças que há pouco tempo nem se conhecia e tantas outras realidades que afetam tragicamente a vida dos brasileiros hoje, não são apenas uma infeliz coincidência. Deus está açoitando uma nação que não reconheceu o tempo da sua visitação e desprezou a graça que lhe tem sido oferecida.

Que o Espírito foi derramado sobre o Brasil, ninguém pode negar. Nas últimas décadas vimos muitas manifestações do seu agir, produzindo movimentos sobrenaturais e abrindo portas amplas à pregação do evangelho. Profetas e mais profetas se levantaram aqui e vieram de outras nações para soprar fôlego de vida sobre nossa nação. O que fizemos, porém, com tudo isso?

O Brasil dos quarenta milhões de evangélicos de hoje é mais podre e mais corrupto do que o de ontem, que tinha menos crentes. Estamos vendo as entranhas da nossa classe política e empresarial sendo expostas com sua vergonha pela Justiça, mas isso é só uma tênue amostra do que, de fato, é a ética e a moral do nosso povo. Sim, do nosso povo, pois a desonestidade indecente não é marca apenas dos políticos, mas de grande parte de nossa população, incluindo, pobres e ricos, cultos e indoutos, descrentes e... Evangélicos! Infelizmente, professar a fé em Jesus não denota mais o compromisso de andar como Ele andou.

Eu gostaria de dizer outra coisa, mas minha percepção profética não permite. Nossos próximos anos não serão fáceis. De uma forma geral, as coisas vão piorar. Não falo apenas de economia (pois para isso, não é necessário ser profeta), mas de tragédias que abalarão as estruturas da nossa nação. Guardem o que estou dizendo. Povos de outras línguas comerão o nosso pão e rirão do nosso luto. Falo em nome do Senhor!
Uma leitura de Jeremias 5 pode nos ajudar a enxergar o Brasil de hoje como Deus enxerga. Recebi esse texto de uma jovem, durante um tempo de oração, e entendi perfeitamente o recado de Deus. Sua vara fustigará os nossos lombos. Até quando? Até que sejamos quebrantados, como nação.

Historicamente, quando Deus envia juízo, Ele encontra um remanescente que o busque e que aplaque a sua ira. Que façamos parte disso! Permanecer fiéis não nos livrará completamente das dores da disciplina, mas nos dará a força que precisamos para resistir e a oportunidade para sermos testemunho e voz profética no meio do caos.

Temos que nos arrepender! O altar tem sido profanado nesta nação e a oferta do Senhor, desprezada. Se é verdade que milhões e milhões lotam os templos, é verdade também que uma grande parte aí está servindo a Mamon, cultivando sua velha ganância, buscando o brilho da prata, só que agora “em nome de Jesus”. Pior, isso inclui uma parte considerável da classe pastoral.

Temos que nos arrepender da feitiçaria, não somente daquela que é feita nos terreiros e encruzilhadas, mas da que é praticada nos altares evangélicos. Chega a ser absurda a superticiosidade e o sincretismo maligno fomentados por uma legião enorme de falsos mestres e falsos profetas, que se multiplicam como ratos. A venda de objetos e rituais com supostos poderes miraculosos mistura o comércio com o engodo na Casa de Deus. Outro dia, assisti um vídeo em que pastores de uma das maiores denominações do Brasil desciam a uma mina de ouro para buscar a “água da prosperidade”, para ser distribuída (ou vendida) aos fiéis que, certamente, ávidos pelo apelo das riquezas mundanas, nem se dariam ao trabalho de julgar o desvio teológico e de perceber o ridículo a que seriam induzidos.

Uma liderança “cristã” que ilude seu povo com águas da prosperidade, rosas sagradas e lascas da cruz não é melhor que os pais de santo, que fazem o mesmo em seus terreiros. Na verdade, é pior... E que diferença há entre um esotérico que confia no seu patuá e um crente que, ao invés de colocar sua fé em Jesus, recebe um “amuleto gospel” do seu pastor e o pendura em casa, como fonte de proteção? Nenhuma!

Temos que nos arrepender da idolatria, não só da que se pratica em procissões e templos consagrados a entidades mortas, supostos “santos”, que têm boca, mas não podem falar. Há também idolatria às personalidades humanas nas igrejas protestantes, com líderes e artistas sendo alçados pelo povo à categoria de “semi-deuses”, acima do bem e do mal, muitos deles com um testemunho tão sujo que não mereceriam admiração nem nos antros do mundo.

Como Deus não visitaria com juízo uma nação que, tendo sido apresentada ao evangelho, segue expondo sua imoralidade a céu aberto, nos carnavais e marchas gays da vida? Nossos governos erotizam crianças em escolas públicas, com materiais pornográficos e nossas leis dizem “bem-vindo” ao homossexualismo e toda forma de perversão sexual. Mas será que esse espírito não está livre para atuar também nas casas das famílias brasileiras e em muitos espaços da própria igreja? Pornografia, adultério, pedofilia, prostituição e pederastia não mancham também os altares? O que dizer dos pastores e personalidades “gospel” que estão no segundo ou terceiro casamento, sem argumentos bíblicos que lhes desse tal direito; ou dos que usam o seu feitiço travestido de “unção” para seduzir ovelhas aos matadouros da imoralidade?

Não estou falando de uma nação ignorante. O evangelho foi apresentado ao Brasil. Muitos dos que afrontam a santidade de Deus, ou estão na igreja, ou passaram por ela e decidiram voltar ao chiqueiro do mundo. A maioria absoluta já, ao menos, ouviu a Palavra ou teve oportunidade de fazê-lo e não quis. Portanto, somos indesculpáveis.

Se Jesus proclamou juízo sobre a cidade onde viveu, dizendo: “Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje”; se Ele chorou sobre Jerusalém, lamentando o fato de que seus filhos seriam entregues à espada, já que ela não reconheceu o tempo da sua visitação (conf. Lucas 19:41-44), porque seríamos nós poupados, tendo desdenhado tanto da Verdade, como nação?

Obviamente, no meio de tudo isso há um povo fiel, um remanescente que teme ao Senhor e respeita a sua Palavra. Como nos dias de Elias, enquanto Israel era fustigado com a seca e a fome, sete mil joelhos recusavam curvar-se diante de Baal; como no cativeiro babilônico Deus encontrou Daniel, Ananias, Mizael e Azarias, entre outros, para manter a honra do altar, há muitos crentes e igrejas hoje que, remando contra a maré, permanecem na Verdade. Que nos esforcemos para fazer parte desse remanescente, pois é dele que pode brotar de novo a misericórdia.

Os próximos anos não serão fáceis, fique você avisado disso. A vara de Deus sobre os lombos do Brasil já começou a arder e será pesada. Não é mero castigo, mas a disciplina de um Pai que quer essa nação de volta. Ele é justo em fazê-lo, não questione. Apenas disponha-se a ser um argumento que aplaque a sua ira, a permanecer como uma testemunha fiel no meio das trevas, a chamar pessoas para viverem o verdadeiro evangelho e a interceder, como legítimo sacerdote, para que a justiça e a genuína fé cristã possam, de fato, voltar a prosperar.

Não me entenda mal, eu lhe peço. Eu não sou um irresponsável, unindo-me a Satanás para acusar a igreja. Sou parte dela. Eu a amo! Sinto vergonha dos seus pecados, porque eles são meus também. Quero me unir ao Espírito e gemer por ela. Quero ser um argumento para que a esperança e a fé verdadeira, comprometida com a Palavra, não se apaguem de vez nesta nação. Ao contrário, que se multipliquem, até que possamos virar esse jogo e ver o Senhor recolhendo a vara da punição.

Por favor, junte-se a mim nesta busca! Os próximos anos não serão fáceis para nós, mas há um caminho: “... Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” 
(2 Crônicas 7:14).



ORE PELO BRASIL!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Entrevista na Rádio Metropolitana de Canoas


Semana passada estive presente no “Comando da tarde”, programa que meu amigo Lucas Santana apresenta todas as segundas, quartas e sextas-feiras pela Rádio Metropolitana. 
A entrevista, no entanto, foi ao ar, ao vivo, em um programa especial na quinta-feira à tarde. No bate-papo, entrecortado por músicas do Legião Urbana, abordamos diversos assuntos; mas como não poderia deixar de ser, o primeiro tema tratado foi a situação atual do Brasil e a crise política e econômica que se instalou no país. Expliquei ao entrevistador que esse quatro já era previsível antes mesmo das eleições de 2014 se o atual governo ganhasse, e foi exatamente o que aconteceu.

Falamos ainda sobre a questão da violência e aqui apontei algumas possíveis soluções para o problema, caso houvesse vontade política para isso. Entre as medidas que poderiam ser tomadas estão a redução da maioridade penal, a privatização dos presídios (para aliviar o bolso do contribuinte brasileiro) e uma reforma no código penal que incluísse penas mais severas para os criminosos, mesmo a pena de morte deveria ser debatida, pois somente eliminando a sensação de impunidade que impera no Brasil poderemos COMEÇAR a resolver esse grave problema.

Quando perguntado sobre a administração do governador Sartori no Rio Grande do Sul, fui sincero ao dizer que ele não tem sido um bom governador, mas deixei claro que o problema da dívida pública estadual não é dele e nem mesmo de Tarso Genro, governador anterior que gastou bem mais do que deveria e foi um péssimo administrador. A raiz do problema está no injusto sistema de arrecadação de impostos onde a maioria do dinheiro recolhido vai para a União que, por sua vez, não faz um repasse proporcional aos estados. Defendi um sistema mais “federalizado”, como nos Estados Unidos, onde os governos estaduais têm maior autonomia e o poder é mais descentralizado. A incompetência administrativa de Brasília e o desperdício de dinheiro público estão mais do que provados.

Na última parte da entrevista, Lucas me questionou sobre a importância da religião na sociedade. Afirmei a importância da liberdade religiosa e expliquei que o Estado deve ser laico, mas não existe “sociedade laica”, pois o sentimento religioso está atrelado a própria cultura. Falei sobre a importância da preservação da cultura judaico-cristã no ocidente para não sofrermos com os mesmos problemas que os europeus estão enfrentando. Os líderes do “velho mundo” optaram pela secularização do continente, eliminando a cultura cristã da sociedade e o resultado catastrófico tem sido a islamização a passos largos da Europa.

Assim que conseguir o áudio da entrevista posto aqui.


A Rádio Metropolitana de Canoas pode ser ouvida pelo link :
A TV Metropolitana pelo link http://www.tvmetropolitana.tk/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem um enorme oceano no interior da terra


Um diamante marrom e sem valor comercial encontrado no estado do Mato Grosso, Brasil, pode ter confirmado a antiga teoria de que o interior do planeta abriga um VASTO OCEANO, pelo menos três vezes maior do que todos os oceanos da superfície. Esse oceano estaria localizado a cerca de 650 quilômetros de profundidade, no manto terrestre, isto é, a espessa camada no interior da terra, responsável pela maior parte da massa do planeta. Essa afirmação foi feita por um grupo de pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, liderados por Graham Pearson, geoquímico e principal autor do estudo.

A análise do diamante revelou um pequeno pedaço de um mineral de olivina conhecido como ringwoodite. Esse mineral se forma apenas sob pressão extrema, como a que existe a 600 quilômetros no manto da terra (camada de rocha quente entre a crosta e o núcleo do planeta). A real composição do manto ainda é um mistério para os cientistas, pois ele está situado a profundidades tão absurdas que nenhuma perfuratriz construída pelo homem conseguiu alcançá-lo ainda; mas supõe-se que seja semelhante aos meteoritos chamados condritos, feitos principalmente de olivina. As “pistas” sobre as rochas quentes que existem no manto chegam até a superfície através dos vulcões. Foi graças a estas atividades vulcânicas que o tal diamante foi expelido das entranhas da terra e chegou até a crosta.

Nas últimas décadas, os pesquisadores têm recriado configurações do manto em laboratório, atingindo olivina com lasers para simular o interior da Terra. Esses estudos laboratoriais sugerem que a olivina se transforma em uma variedade de outras formas correspondentes a profundidade a que se encontra. Por exemplo, entre 520 e 660 quilômetros de profundidade, a olivina se torna ringwoodite. Mas, até agora, ninguém tinha evidência direta de que era isso mesmo que ocorria.

Ainda segundo Pearson, as placas tectônicas reciclam a crosta terrestre, empurrando e puxando crosta oceânica em zonas de subducção, onde elas afundam no manto. Esta crosta embebida pelo oceano transporta água para dentro do manto, que pode acabar presa lá. “Acreditamos que uma parcela significativa da água na zona de transição do manto vem da colocação destas placas”, disse Pearson. “A zona de transição parece ser um cemitério de crostas engolidas”. No entanto, os cientistas alertam que é possível que nem todo o manto seja extraordinariamente rico em água, e que nem toda a camada da zona de transição seja tão molhada como indicado pelo ringwoodite. Ainda assim isso se traduz em um volume muito grande de água, muito maior do que todos oceanos da superfície.

Essa descoberta é tão importante que muda inclusive as atuais teorias sobre a formação dos oceanos na terra. Até agora se acreditava que a água provinha, exclusivamente, da colisão de cometas. Com esta descoberta, os cientistas terão de se questionar sobre a hipótese de a água sempre ter estado aqui, escondida nas profundezas do manto terrestre, e ocasionalmente expelida a partir das camadas de magma. Isto explicaria o porquê da região oceânica da Terra se manter relativamente estável e constante, durante milhões de anos, recorrendo a esta enorme reserva.

É curioso saber que dispomos de poderosos telescópios para observar as estrelas e planetas distantes, mas, ainda ignoramos muita coisa a respeito do que existe no interior do nosso próprio mundo.

Se ainda fosse vivo, o escritor Júlio Verne ficaria boquiaberto com essa descoberta! 

Para saber mais sobre o assunto:




Obs: Fotos meramente ilustrativas.

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